sexta-feira, 8 de abril de 2011

Ao Teu lado é o meu lugar!


O caminho pode até parecer árduo, mas isso tudo muda quando percebemos que não estamos sozinhos, e jamais estivemos.

Nós somos muito pequenos. Infinitamente. Pequenos em todos os sentidos. Pequenos o bastante para não perdoarmos o nosso irmão que de alguma forma nos decepcionou; pequenos o bastante para não enxergarmos nada além de nós mesmos e da nossa vontade; pequenos ao ponto de pensarmos que somos grandes!

E o que “desconcerta” é que mesmo tão minúsculos como somos, não somos esquecidos. E o Único grande, Aquele que é digno de todas as honras, abdica de sua grandiosidade e se faz do nosso tamanho. E permite que nós, sujos, indignos, caminhemos ao Seu lado.

Há quem não enxergue essa presença, há quem não entenda o que estou tentando explicar. Mas mesmo esses que não entendem, mesmo esses que preferem “caminhar sozinhos” desfrutam da única companhia que nos faz sentir seguros, que nos faz sentir completos.

Tantas vezes pensamos que podemos ir desacompanhados. Pensamos que já estamos grandes o suficiente para tomar nossas próprias decisões. E não percebemos que nunca estamos sozinhos, nunca! Aquela doce e silenciosa presença não nos abandona em hipótese alguma, mesmo quando caminhamos por terrenos para os quais escolhermos ir por decisão própria, ou por influência de terceiros.

O mais lindo em tudo é que quando percebemos que estamos “perdidos” e que precisamos nos encontrar com Aquele que nunca nos abandonou, Ele não olha para os nossos pés enlameados pelos terrenos sujos por onde caminhamos.

Apenas te abraça. Vai ao teu encontro como uma criança que corre ao encontro do pai. Como o Pai que vê seu filho, após muito tempo. Te olha com aquele olhar que só Ele tem e diz, sem precisar usar nenhuma palavra: “Vem comigo, porque Eu sempre estou contigo”


“Vejam que prova de amor o Pai nos deu: sermos chamados filhos de Deus. E nós de fato o somos! Se o mundo não nos reconhece, é porque também não reconheceu a Deus.”
I João 3:1

quinta-feira, 24 de março de 2011

You're Everything


O que explica você olhar ao redor, não ver ninguém, mas mesmo assim sentir a presença mais pura e sublime ao seu lado? O que explica você ver o mundo inteiro caindo aos seus pés e sentir que esses mesmos pés estão sendo sustentados por uma força que você sabe que não tem, mas que sente que está em você?

Como explicar a beleza que há em ouvir o silêncio? Silêncio que te mostra quem você é e por onde deve ir. Silêncio que ressoa a cada instante, pedindo incessantemente que não ouçamos os ruídos que tentam nos desconcentrar.

Como explicar a luz que se faz nos lugares onde menos esperamos, e nos mostra onde devemos pisar? Luz que simplesmente “ilumina”, mas dá a tudo e a todos um novo sentido.

Como explicar um abraço tão forte, sem que ao menos um músculo seja mexido? Abraço que te dá a força necessária para enfrentar qualquer coisa que possa vir a acontecer, e que te lembra que mesmo que não haja ninguém por perto, você não está sozinho.

Como explicar esse olhar? Olhar que só transmite doçura, e que em qualquer circunstância nos vigia de perto, não nos perde de vista e não desiste de nos tentar ensinar a olharmos uns aos outros de maneira igualmente doce.

E como explicar esse amor? Tão puro e inocente. Amor em sua plenitude, amor que nós não sabemos sentir, amor sem maldade, sem interesses, sem intenções obscuras. Amor que só de sabermos que Ele sente por nós, nos faz adormecer de modo mais tranquilo.

Pois é, a questão está exatamente aí. Não precisamos tentar explicar o inexplicável, apenas nos entregarmos a naturalidade do sobrenatural.

Às vezes procuramos muito por tudo o que pensamos que é preciso para construir nossa “felicidade”. E não percebemos que tudo o que precisamos está ao nosso lado, está dentro de nós, está conosco. Não enxergamos que temos tudo gratuitamente e que “tudo” não é muito. Que “tudo” é só este silêncio audível que na maioria das vezes não somos capazes de ouvir.

terça-feira, 22 de março de 2011

Don't stop Believin'


Seria tão legal se certo tipo de situação só existisse na ficção. Sabe, só acontecesse em novelas, seriados norte-americanos, filmes e afins... mas embora esse seja um desejo que possa ser de muitos, não podemos negar que certos fatos continuarão “inspirando” e movimentando a vida e a arte pelo menos por mais algum tempo.

Não falo de tragédias de produções hollywoodianas como “2012” que parecem cada vez mais próximas da realidade. Falo de pequenas tragédias, provocadas pela ação humana, e que podem ser muito mais destrutivas do que qualquer tsunami.

A crueldade deve ser algo inato ao ser humano, só isso pode justificar o quanto algumas crianças podem ser tão cruéis já nos primeiros anos de vida.

Quando a gente carrega algum objeto, que sabemos que é frágil, carregamos com o maior cuidado, para não provocar nenhum dano. Com as pessoas deveríamos fazer o mesmo. Mas ainda usando a analogia com o objeto, muitos, ao perceberem a fragilidade da pessoa com quem estão lidando, fazem questão de "jogá-la no chão".

E não são todos que encontram força para se remontar. Muitos seguem a vida “aos cacos”, sem conseguir esquecer aqueles momentos em que eram “quebrados”.

Posso estar exagerando, mas atrevo-me a dizer que “bullying” é uma questão de saúde pública. Sem sombra de dúvidas ele acontece em todas as escolas, e o pior, a vítima (ou o agressor) pode estar em sua casa!

Precisamos ensinar nossas crianças a lidar com as diferenças de forma saudável e natural ainda em casa, para evitar que burrices e crueldades sejam cometidas por elas na rua. E devemos ensiná-los também que as aparências são só um envelope, um embrulho, e o que realmente importa não pode ser visto com os olhos da face. Devemos ajudar a construir pessoas seguras de si na primeira infância, para que ninguém tente destruir suas pequenas vidas por motivos quaisquer.

Não é fácil sair de uma situação em que todos te julgam sem ao menos lhe conhecer. E não é nada fácil conviver com uma ou mais pessoas que tem por meta diária te importunar e atormentar. Mas é preciso se preparar pra isso, por que o mundo está lá fora, e a crueldade junto com ele.

Com um tempo, alguns conseguem perceber que aqueles que atiram pedras só querem tentar quebrar o inquebrável. A cobra só quer destruir o vagalume porque não suporta seu brilho. Mas nem todos são capazes de enxergar isso, principalmente quanto passam a acreditar que o erro está neles, e não em quem os aponta.

Taí a importância de ensinar a cada um desde cedo a enxergar o que realmente importa. A enxergar as “cores verdadeiras” do mundo e das pessoas. Para se obter força, é preciso exercício. E é melhor que esse exercício seja feito em casa através do diálogo do que na rua por meio de tortura psicológica.

O que incomoda as pessoas cruéis é não conseguir sair de sua normalidade. Então, presos a sua existência vazia, querem esvaziar todos os outros: “já que eu não posso ser como ele, ele deve ser igual a mim”...

E todos aqueles que construíram grandes trajetórias começaram de baixo, remontando “cacos”. Você não pode abaixar a cabeça para aqueles que tentam te derrubar, eles querem ser como você, e como não conseguem, tentam te transformar em alguém como eles: perdedores!

Você sabe quem você é. E não importa o que o mundo diga, esse “eu” que existe em você só será atingido com a sua permissão. Proteja-o dos olhos invejosos e cruéis, eles estarão bem perto para tentar te copiar. E acima de tudo, não perca a chance de lutar pelo que você deseja só porque alguém disse que você não é capaz. Voar não é impossível para aqueles que tem asas. Don't stop Believin'

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

Feliz Eternidade!


Medo, fobia, pavor... enfim, o temor é comum a todos. Medo do escuro, medo de altura, medo de animais, medo de fantasmas... e existe um medo que, em especial, é comum a maioria de nós: o medo da morte. Talvez você até não tenha medo de morrer, mas é muito provável que, de alguma forma, a morte lhe assuste, ou ao menos lhe inquiete.

Assustamo-nos porque não somos preparados para de repente perdermos o contato com aqueles a quem mais amamos, e não há como se preparar pra isso. Os efeitos provocados pela morte de alguém próximo são diferentes em cada um, e só cada um sabe o que sente.

Quando alguém muito próximo parte, leva um pedacinho nosso com ele. Ao mesmo tempo que também permanece em nós. Quando nos afastamos de alguém a quem amamos muito, percebemos que aquele ditado “a única certeza que temos é a morte” não faz muito sentido, pra não dizer nenhum. Verdadeiramente, a única certeza que temos é o amor!

Digo isso porque duas grandes parcelas do que sou já me deixaram. Mas o que me deixou foi o corpo. O material. O amor que sempre existiu ainda existe, e esse não vai me abandonar jamais.

Há um ano, vivi um divisor de águas em minha vida. Passei por aquele que sempre foi um dos meus maiores medos. Pensava que quando ela fosse, não teria forças para continuar e iria também. Até que pude enxergar na força que se manifestava em mim que, embora ela fosse, estaria comigo, como sempre esteve.

Sei que não tenho mais o abraço caloroso quando chego em casa... não tenho mais a voz um pouco preocupada ao telefone ...“eu já estava com cuidado”... mas, ainda tenho o amor que, ao contrário do corpo, não adormeceu.

E é por isso que não posso dizer que tem um ano que a perdi. Nunca irei perdê-la. E lembrando-me de como ela me esperava na porta quando estava indo pra casa, posso imaginar que ela me espera para que um dia possamos mais uma vez nos abraçar.

Há um ano, alguém muito especial renasceu, e fez com que o céu fosse mais feliz e um pouquinho mais azul. Olha por mim, como a senhora sempre olhou, e não se preocupe, vou fazer tudo direitinho como a senhora me pediu. “Feliz eternidade mãe”! ✩29/12/1929 ✩27/02/2010

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

E a Inocência?


O dia já havia sido estressante por demais, até porque, em minhas épocas de recenseador qualquer dia era regado a boas doses de estresse. Final de tarde, após várias subidas pelas ladeiras do bairro do Alto Branco, tudo o que queria era chegar em casa. Mal sabia eu que ainda havia uma pedra no meio no caminho, ou melhor, uma pedrinha “meiga” e de olhos azuis.

Dirigindo-me para casa, vejo ao longe uma jovem mulher catando lixo com um garotinho (provavelmente seu filho). Uma criança muito bonita, de olhos grandes e azuis, aparentava ter entre seis e oito anos, não mais do que isso.

Ao me aproximar um pouco mais, percebo que aquela criancinha (tão meiga e encantadora) ensaia acenos tímidos em minha direção. Era comigo mesmo! Nossa, depois de um dia tão estressante, uma criança inocente acenando para mim! Ainda existe bondade no mundo! O que eu fiz? Retribui o aceno! Não podia fazer uma desfeita àquele menininho tão educado.

Continuo a caminhar e o jovem garoto permanece acenando. Os grandes olhos azuis não me deixaram perceber que os lábios do menino, embora ensaiassem um sorriso, permaneciam cerrados. E, ao passar lado a lado pela criança, que ainda acenava (vale lembrar que eu também acenava ¬¬), ele, sem nenhuma cerimônia ou algo do tipo, inclina a cabeça em direção aos meus pés e cospe todo o vômito que guardava na boca muito provavelmente desde que começou a acenar.

Como sempre tive certo “reflexo” (acho que é esse o termo usado) consegui rapidamente me esquivar e evitar que toda minha calça recebesse aquele jato de sobras alimentícias mal-digeridas. O vômito só atingiu parte do sapato. O menino segue seu caminho rindo de mim, enquanto sigo o meu desconcertado.

Não sei explicar a minha reação, continuei a caminhar. Em um primeiro momento olhei ao meu redor para ver se alguém tinha visto o “papel de besta” que tinha acabado de fazer. Em seguida veio a crise existencialista: depois de tantas “portas na cara” ainda recebo “vômito nos pés”? Por quê?

A reflexão só veio posteriormente. Como uma criança de no máximo oito anos já era portadora de tanta malícia? Ao ponto de vomitar e guardar o vômito na boca até que pudesse cuspi-lo em alguém? E mais, aproveitar-se de sua condição de criança para atrair a vítima.

De tudo se tiram lições né? “Nunca acene para criancinhas de olhos azuis que acenam para você no meio da rua, você nunca sabe o que elas querem cuspir em você!”

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

O q? Qd? Ond? Pq?


Antes de começar a narrar o fato em si, é bom que fique claro que o que aconteceu foi “bem feito”, “bem empregado”, enfim... não importa o termo usado, eu mereci. E é bom que passemos por situações dessas para que nossos pezinhos fiquem grudados no chão. Repórter é bicho “metido”, se der muito “cartaz” começa a voar igual aos bonequinhos das propagandas de Red Bull.

Parecia ser só uma matéria como outra qualquer. Estava com a pauta em mãos, coisa que podia ser lida no carro mesmo, a caminho do evento. Alguns mais “vividos” até advertiram: “cuidado que ela se acha!”; mas me confiei na “força” da qual o repórter se reveste quando está amparado por um cinegrafista e empunhando algum equipamento que grave o que os outros falam. E fui!

Estava tudo muito claro na pauta. Era “chapa branca”. Só perguntar o que tinha que ser perguntado e só. Triste ilusão. Mal sabia o jovem jornalista que vos fala que iria viver a situação até então mais inusitada de sua, igualmente jovem, carreira.

Tudo bem que as informações da pauta deveriam ter sido checadas. Mas eu confiava em minha produtora. Todavia, infelizmente, a fonte que ela consultara naquela situação não era das mais confiáveis. Pena que soube disso quando já era tarde...

Então. Podemos começar. Atenção edição, sonora com “ELA”.
- Então, esse evento foi idealizado por você? Como surgiu a ideia?
- Na verdade esse evento de hoje é somente parte de um evento maior produzido por mim.
- Ah! É mesmo. È verdade. Mas, qual é o objetivo principal das apresentações hoje?
- Dar continuidade as atividades daquele outro evento maior.
- Sei, sei. Entendo! Então, mas esse evento de hoje, que está em sua terceira edição, qual o tema desse ano? Por que esse tema?
- Oitava edição.


Por instantes. Frações de segundo. Imaginei que seria só mais um “toco”. E o que seria mais um depois de tantos? Mas “ELA” logo me mostrou que não era só um “toco”, era “O toco”.

Quando menos espero, “ELA”, muito educadamente, me toma por uma das mãos e diz: “meu filho, venha cá”. Então, me conduz por parte do salão, me entrega um folder do evento e conclui de forma triunfal: “leia isso aqui, aí depois você me entrevista!”

Eu daria tudo pra ter visto a minha cara naquele instante. Não me lembro em detalhes de minha reação. Depois de uma dessas a gente entra em um “micro estado de choque”. Vergonha? Não. Eu só consegui ficar envergonhado depois que apanhei os cacos de minha dignidade que haviam sido jogados na sarjeta.

Raiva? Não. A gente aprende é assim mesmo. Pergunte-me quantas vezes saí sem checar uma pauta depois disso!

Dos males o menor. Entrevistei um dos assessores “DELA” (depois de ter lido o folder é claro) e fechei a matéria. E, além de ganhar uma matéria, ganhei uma linda história pra contar. Já que conto histórias de todos, também quero contar as minhas de vez em quando. E essa é uma de minhas favoritas.

Não é vergonha errar. Vergonhoso é não ter a capacidade de assumir os próprios erros e tentar aprender com eles. E cá pra nós, “ELA” é mal educada mesmo.

domingo, 13 de fevereiro de 2011

Ir Além!


É impressionante como a gente se limita. Embora tenhamos grandes objetivos, metas, anseios... vez por outra dizemos para nós mesmos: “acho que daqui eu não consigo passar!”

Bom, não posso afirmar que a expressão é sempre aplicada erroneamente, existem diversos fatores que determinam se você pode (ou não) ir mais longe do que já foi.

Quando se está sozinho, por exemplo, dar um simples passo pode parecer impossível. Mas quando nos deixamos acompanhar por Quem nunca desistiu de nós, aí sim, podemos ir além! Muito além do que podemos imaginar.

Não fomos criados para a superficialidade. São vários os convites... “...ide para as águas mais profundas...”, “...preciso ficar hoje em tua casa...”, “...estou à porta e peço entrada...” mas a resposta a todos eles não deve, nem pode ser nada diferente de “sim”!

Precisamos nos permitir ser amados. Precisamos perder a vergonha de ser “luz” no meio da escuridão. Precisamos aceitar essa companhia silenciosa que quer nos guiar para que possamos ir além! Precisamos brilhar enquanto podemos fazer isso!

Ouvi nesses dias algo muito sábio. Quando uma vela chega ao fim, a última coisa que desaparece é sua chama, sua luz! E conosco também é assim! Se iluminarmos, nossa luz permanecerá... mesmo após nossa partida! E é isso que Ele espera de cada um de nós!

Se posso ir até as águas mais profundas, mergulhar na imensidão desse amor, descobrir essa imensidão em minha vida, por que vou me conformar em simplesmente “molhar os meus pés”?

Não existem limites para quem crê... não existe uma resposta diferente de sim! É preciso que seguremos firme nas mãos dAquele que está sempre disposto a nos erguer, e deixar que essas mãos nos guiem por onde devemos ir. Só Ele sabe até onde cada um pode ir. Mas acredite, você pode ir muito, mas muito mais além do que sempre imaginou.