segunda-feira, 26 de setembro de 2011

Céu!


Desde bem pequenos observamos aquela imensidão e nos perguntamos do que se trata. Vemos aquele grande “teto”, hora cheio de nuvens, hora cheio de estrelas e pensamos: o que será que tem lá em cima?

Então nos ensinam que o “céu” é a casa de Deus, e que quando as pessoas boas vão embora, vão para lá morar com Ele. São muitas as opiniões e suposições de como é o “céu”. Mas acredito que seja unanimidade que lá é um lugar tranquilo, cheio de paz e de sentimentos bons, onde todos se sentem bem simplesmente por estar lá.

Mas se visualizamos este lugar tão bom, por que não começar vivê-lo agora? Sim, começar a vivê-lo hoje mesmo. Cultivar essa paz “do céu” em cada um dos nossos momentos, em cada uma de nossas relações.

Todos temos concepções de “céu”. E, como humanos que somos, construímos concepções baseadas em situações e sentimentos humanos. Logo, esse “céu” de cada um pode ser vivido ainda aqui.

È claro que falando assim parece até fácil. Mas cultivar o “céu” no mundo de hoje não é nada fácil. O que não faltam são “ervas daninhas” para tentar sufocar essas sementes antes mesmo delas germinarem. Mas é somente difícil, não é impossível. E qualquer esforço empregado neste cultivo não será em vão.

Quando a gente busca viver o céu, logo surgem ao nosso redor inúmeros anjos dispostos a nos ajudar nesse caminho. Anjos que levantam (ou simplesmente não deixam cair), que cuidam, que guardam... Anjos que fazem bem mesmo sem a intenção de fazê-lo!

Os anjos estão sempre por perto. Mas, quando não estamos ao menos tentando nos manter em “clima de céu” não somos capazes de vê-los, nem tampouco de senti-los. E como é bom ter anjos por perto...

E, estando no “céu”, a gente fica bem pertinho do sol. Sabe aquele que mais brilha, mais aquece, mais ilumina? Pois é!

Quando olhamos para cima, o céu parece estar bem longe, mas em nenhum momento podemos nos esquecer que temos o nosso céu, que está em nós! Sempre conosco! E para esse “nosso céu” a gente não precisa ir, só precisamos permitir que ele saia de nós e retorne a nós mesmos...

sexta-feira, 16 de setembro de 2011

Meio Fio


Esses dias caminhando pelo Centro cheguei a conclusão de que talvez o processo de "viver a vida" seja igual a atravessar a rua. Quando a gente pensa demais corre o risco de ficar parado no lugar enquanto todos passam por você.

Mas como tudo que nos rodeia, o paralelo pode se tornar mais complexo, como o próprio processo de viver.

Assim como pensar demais oferece seus riscos, pensar de menos também pode oferecer. Quando pensamos pouco [ou não pensamos] corremos o risco de ficarmos pelo caminho, sem segundas chances ou oportunidades de recuperação.

Complicando ainda mais um pouco, observamos que existem ruas, avenidas, becos e vielas. E que cada situação tem suas peculiaridades e hipóteses a analisar antes de se tomar uma decisão final.

Em alguns momentos é preciso um pouco mais de paciência e caminhar até a “faixa de pedestres” mais próxima. Em outros, por mais arriscado que possa aparecer, vale à pena atravessar correndo na frente dos “carros em alta velocidade”.

A medida exata de pensar! Talvez este seja mais um item a ser incluso na lista dos “meio termos” que devemos buscar para encontrar nosso “equilíbrio”.

E, por fim, não custa nada lembrar que é improvável que em toda e qualquer “travessia” estejamos sozinhos. Sempre vai ter alguém do nosso lado, esperando no meio fio ou canteiro para atravessar à rua conosco e chegar aos outros lados que ainda estão por vir.

Colaboradores involuntários: Cristianne Melo e Thiago Vinícius ;D