terça-feira, 5 de julho de 2011

A Volta!


E eis que como um raio de luz no meio da neblina vem à vontade de escrever! Desde que criado a pouco menos de um ano, o blog não havia ficado tanto tempo sem nenhuma postagem.

Não aconteceu nada! Só a inspiração que não vinha! Às vezes pensei até que ela estava vindo, ensaiava alguns rabiscos, mas as letras não estavam combinando e as palavras não estavam conseguindo se acertar em frases que fossem do meu agrado.

Abri agora o documento de um texto “pré pronto”, para tentar (finalmente) concluí-lo... mas deu vontade de escrever sobre o meu “silêncio” no último mês, e cá estão estes pequenos parágrafos.

E vou terminar esse pequeno recado antes que ele fique enfadonho! Assim que der posto uma coisinha legal! Noites de terça-feira me costumam ser produtivas... quem sabe não vem alguma coisinha legal ainda hoje!? ;D

sexta-feira, 3 de junho de 2011

Só mais um clichê...


Não é de hoje que dizem que depois da tempestade vem a calmaria, não é de hoje mesmo! Também não é nada atual aquele outro dito popular que diz que nas nuvens mais negras é que se cai a água mais pura. Talvez possa estar enganado, mas quando ouvimos falar muito sobre uma coisa, passamos a desacreditar, muitas vezes desacreditando a verdade.

Já parou para analisar como realmente depois de uma tempestade tudo fica mais tranquilo? Como tudo parece realmente mais calmo... mais limpo!

A água lava, e ao lavar, leva aquilo que está acumulado, que estava provocando manchas. Em cada gota, um toque de purificação. Em cada pequeno sopro, um pouco menos de poeira. Lava, levando aquilo que pensou que podia interferir em seu curso. Às vezes devasta, assusta, arranca; enquanto em outros momentos escorre como sutis lágrimas no rosto de uma criança. Mas em todos os casos, limpa, torna puro.

E o mais encantador é que esse poder de limpeza não é somente físico, e o clichê pode ser metaforizado. Quantas vezes, para esvaziarmos o coração e nos sentirmos mais limpos, é preciso que derramemos uma verdadeira tempestade de nossos olhos. E podemos observar também que algumas lágrimas levam embora muito mais coisas do que um tsunami.

Quando absorvemos coisas demais, quando acumulamos muito, assim como as nuvens, ficamos “carregados”, com um semblante escuro. Mas ao contrário das nuvens, que naturalmente se esvaziam, muitos não sabem como se esvaziar. O processo de limpeza não acontece mais com naturalidade. E aquilo que podia ir embora em forma de lágrimas fica armazenado e, em alguns casos, até petrifica.

E assim, muitos vivem eternamente na escuridão, sem procurar a calmaria por medo da tempestade. E sem passar pela tempestade, a calmaria não vai chegar, a água precisa ser derramada para que tudo seja lavado.

Tudo bem! É certo que tudo isso não passa de mais um clichê. Clichê que como tantos outros guarda um pouco (ou um muito) de verdade.

sexta-feira, 20 de maio de 2011

Todos somos "Um"


São tantos rostos. Tantos olhares que se cruzam e nada encontram. Tantos passos que traçam caminhos opostos ou paralelos. Histórias que se cruzam, mas não se misturam. Vidas que passeiam ao lado de outras vidas sem conhecê-las, sem ao menos fazer parte delas. Tantos, e ao mesmo tempo, nenhum.

Perdemos o costume de olhar nos olhos do outro. De tentarmos enxergar algo mais que a visão nos permite, e caminhamos juntos, como se estivéssemos sozinhos. Agimos como se não houvesse nada além de nós mesmos. As ruas estão cada vez mais parecidas como selvas. Voltamos a ser “homens das cavernas”.

Passamos por tantos, como se não passássemos por ninguém. E não nos damos conta de um pequeno detalhe: todos aqueles “desconhecidos” estão sendo esperados por alguém. Em algum lugar, muito provavelmente, pelo menos uma pessoa está pensando naquele que para nós é um “desconhecido”.

Em casa alguém pode estar preocupado porque o “desconhecido” não telefonou ainda. Enfim, aquele que não conhecemos é assim como nós, vive! E muitas vezes passamos por eles como se não fossem nada.

Já pensou que aquele rosto, que para você é só mais um rosto, pode ser na mente de alguém o que há de mais belo no mundo? Percebe que não somos, nem nunca seremos, “protagonistas” do mundo, como por muita vezes chegamos a pensar?

E o melhor nisso tudo é justamente isso! Ao mesmo tempo em que não somos ninguém em um amontoado de pessoas, somos únicos em algum lugar.

Pelo menos uma pessoa pensa em você antes de dormir. Pelo menos uma pessoa precisa de sua presença, só por precisar. Pelo menos uma pessoa lhe distingue no meio de qualquer multidão. E, como você faz o mesmo por várias pessoas, talvez não sejam poucos os que fazem o mesmo por você.

E, como sempre, o saldo é positivo... Embora sejamos apenas “mais um” na multidão, para alguém, esse “mais um” pode ser o único “um” que faz alguma diferença!

sexta-feira, 13 de maio de 2011

Ver melhor ^^


Há bem pouco tempo eram estranhos. Muito provavelmente me encontrei com algum ou vários deles em outras oportunidades, mas ainda não nos conhecíamos, ainda não sabíamos que Ele nos levaria para o mesmo lugar no mesmo dia.

E eis que além de nos conhecermos, percebemos que é como se sempre tivéssemos nos conhecido. São menos de dois anos que representam toda uma vida. Uma nova vida.

Eles surgiram como que luzes. Luzes que vieram iluminar lugares que estavam escurecendo. Luzes que permitiram novos olhares, que iluminaram o que ainda não tinha sido visto. Que deram um novo sentido a tudo e a todos.

Até as cores ganharam novos significados. E hoje percebemos que o vermelho, por exemplo, nos faz ver melhor, e muito melhor.

Claro, não são estrelas. Todos são satélites que refletem a luz que recebem do Único que tem luz própria de fato, mas eles precisavam estar lá para que essa luz fosse refletida.

E quando estão por perto não se cansam de iluminar mais ainda. De mostrar que nossos tímidos um ano e dez meses são somente os primeiros passos, de um caminho que a gente consegue ver melhor pouco a pouco.

E hoje não há mais nada de estranho. Estranho seria se eu não amasse cada um. Nas igrejas, uma luz vermelha indica a presença viva de Jesus no Sacrário; em meu coração, luzes vermelhas indicam a presença viva de Jesus em minha vida!

terça-feira, 3 de maio de 2011

“Então os seus olhos se abriram”


A cegueira que o mundo nos faz ter é impressionante. Não conseguimos enxergar o que está do nosso lado. O que está na nossa frente. E, embora os olhos vejam, não conseguimos ver além do que pode ser visto. Tudo parece estar bem, você parece estar enxergando tudo, e eis que de repente, é como se lhe vendassem os olhos e então você não vê mais nada.

E muitas vezes, essa venda é colocada por nós mesmos. As vendas do egoísmo, da vaidade, da preocupação, do temor e tantas outras, dispensam ajudantes. Nós mesmos as colocamos sozinhos, muitas vezes, sem percebermos. E quando notamos já estamos sem saber para onde ir. Sem enxergar o caminho que se deve seguir.

Já para enxergarmos novamente, precisamos de ajuda. Só Ele é capaz de abrir os olhos que nossa humanidade fecha. Só Ele, com seu imenso amor é capaz de tirar todas as vendas, iluminar todos os caminhos e nos mostrar por onde devemos seguir. Mas para que Ele faça isso, é preciso que o procuremos.

Por muitas vezes Ele tenta nos fazer ver e insistimos em fechar os olhos por pura burrice. Por querer fazer alguma coisa quando na verdade não se pode fazer nada.

Precisamos estar diante dEle para que Ele possa tocar em nossos olhos e nos fazer enxergar. Para que Ele se mostre de um modo que Ele sabe que cada um vai reconhecê-lo. Para que o caminho se revele na escuridão que tenta cegá-lo.

Com os olhos abertos tudo fica tão mais bonito. Os sorrisos, os abraços, as luzes, o amor, a vida! De olhos abertos podemos ver o que Ele quer que vejamos!

A única coisa chata é que a nossa humanidade é muito burra, e às vezes, procura naquilo que lhe abriu os olhos alguma coisinha que possa fechá-los mais uma vez.

E é por isso que precisamos estar sempre com os olhos nEle. Uma vez olhando para o que nos abre os olhos, não os fecharemos. E para enxergá-lo não é nada difícil quando seus olhos estão abertos. Ele pode ser visto onde menos se espera, e, é claro, onde você costuma vê-Lo!

E o que Ele mais gosta de ver é seu rosto olhando para Ele como se fosse da primeira vez. É por isso que Ele te chama todos os dias, para ver o seu sorriso e ficar feliz de ter um filho tão especial como você! Onde Ele está agora? Talvez esteja do seu lado... espero que você esteja, e permaneça sempre, de olhos abertos, só assim poderá enxergá-Lo.

“Então os seus olhos se abriram” – Lucas 24:31

quarta-feira, 20 de abril de 2011

Um novo mandamento


Vivenciamos nessa semana o período chamado de Semana Santa. Semana Santa seria uma semana de santidade, diante do que vemos hoje na maioria dos lugares, podemos afirmar sem medo ou receio que o termo está sendo no mínimo aplicado de forma errônea.

Mas não quero me deter às mesquinharias praticadas pelo homem que desvirtuam o sentido desta data. Elas são tão pequenas que não merecem se quer ser mencionadas. Nesses dias, quero destacar o que precisa ser destacado. Lembrar o que deve ser lembrado.

Amanhã, quinta-feira, a igreja católica relembra a instituição da Eucaristia e do mandamento do amor. Talvez você não saiba do que se trata. O sacramento da Eucaristia é o corpo e o sangue de Cristo que recebemos em cada celebração. Não é uma representação. É o próprio corpo e o próprio sangue que nos são oferecidos.

A instituição do mandamento do amor trata-se das palavras ditas por Jesus que são lembradas nesta quinta-feira. “Amem-se uns aos outros. Assim como eu amei vocês, vocês devem amar uns aos outros” João 13,34. Cristo ainda vai mais além e lava os pés de seus discípulos, mostrando que amar é um sentimento que deve ser refletido em atos concretos.

Isso tudo foi transmitido pelo próprio Cristo a doze homens que ele chamou para o seu convívio, sendo um dos doze o seu traidor. Mas, quando Cristo oferece seu corpo e seu sangue, ele não oferece somente aos doze, ele oferece a todos nós. Ele pede que nós nos amemos uns aos outros e lava os nossos pés, para nos mostrar que o único que merecia ter seus pés lavados é que se dispõe a tirar a sujeira daqueles a quem ele ama.

A nossa humanidade imunda não nos permite entender a dimensão deste ato. Ou melhor, a nossa humanidade não nos deixa enxergar de fato o que Cristo nos pede todos os dias.

Depois desse gesto, tão humilde, é que ele vai nos mostrar o que é amar um irmão, e como ele pede que nos amemos. A maior prova do amor infinito de Deus, Pai e Filho, por nós é a morte do único justo para a salvação de todos os injustos.

Ele morreu do pior modo que poderia ter morrido. Ele sofreu as piores dores que um ser humano pode sofrer (não podemos nos esquecer que Jesus era Deus, mas também era homem). Ele se amaldiçoou para abençoar aqueles que o flagelavam. E Ele fez tudo isso no meu e no seu lugar. Éramos nós que deveríamos ser crucificados.

O amor que Ele sente por cada um estava, e está, em cada gota do puro sangue derramado por todos. Mas não pense em todos. Pense em você. Pense no que Ele fez, e faz, por você.

E o que Ele pediu em troca? “Amem-se uns aos outros. Assim como eu amei vocês, vocês devem amar uns aos outros”. Somente isso! Pediu que nos amemos. Amor em plenitude. Amor divino, que não tem nada a ver com isso que o nosso humano chama de “amor”. O seu amor seria capaz de te levar a morrer por alguém que algum tempo depois comemoraria a sua morte? O dEle foi.

Não há o que se discutir. Não há o que se questionar. E em momentos como essa semana, devemos refletir o quanto cada um de nós tem, mais uma vez, crucificado esse mesmo Cristo, que ainda vive em nosso coração. O quanto ainda temos matado o Cristo que vive no coração dos nossos irmãos. Lembrando que para matá-Lo, às vezes só é necessária uma palavra.

Estamos salvos. Fomos comprados pelo sangue que não se mede o valor. E em troca, só precisamos amar. Amar em atos concretos. Amar a quem não nos ama. Claro que não é fácil, não é nada fácil, mas todo caminho que leva para o Alto é um caminho com dificuldades. Descer é muito simples, e há quem lhe “ajude” bem perto. Mas subir é algo que exige um esforço diário seu. Exclusivamente seu. Se você não se esforça em caminhar, por mais que Ele queira, Ele não poderá lhe ajudar.

O sangue dEle foi derramado para que o seu não fosse. Se o esforço dEle foi em vão, isso só você pode dizer e mostrar em cada uma de suas atitudes.


“Porque Deus amou ao mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo o que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna” João 3:16

segunda-feira, 18 de abril de 2011

I’ll be there for you!


São aqueles que um dia podem ter sido estranhos, mas que hoje são como se fossem uma parte de você. Aqueles que em um primeiro momento você pode não ter se quer suportado, mas que hoje você não se imagina sem tê-los por perto, nem que seja para trocar uma única palavra.

Pessoas que simplesmente surgem e que trazem consigo sorrisos para os seus lábios; em alguns momentos, lágrimas para os seus olhos; ouvidos para as suas incompreensões; paciência para os seus desabafos (ou nem tanta paciência assim). Pessoas que trazem abraços para a sua alma e para o seu coração.

São aqueles que em alguns dias você não quer nem ouvir, mas que em outros são quem você queria que estivesse do seu lado. Aqueles que te fazem bem só por existirem. São os números que você espera que apareçam no visor do celular quando ele toca. São a janelinha do msn que você espera que suba, avisando que está on-line.

São as vozes que você precisa ouvir só para ter certeza de que tudo está bem. As mãos que você precisa segurar para se sentir mais seguro. São aqueles de quem você pode falar mal à vontade, mas que ninguém pode chamar de feio na sua frente.

São os primeiros de quem você lembra quando está muito feliz, ou quando está muito triste. Aqueles que são a melhor companhia quando não se quer fazer nada. São aqueles com quem você fala sem dizer uma palavra.

São os que moram com você ou que não moram, mas quando não moram chegam à sua casa e é como se morassem. São o colorido do mundo preto e branco. São o grito no meio do silêncio. São o perfume agradável no meio do mal cheiro.

São aqueles para quem você telefona sem ter nenhum assunto pra falar. Aqueles com quem você dividiu parte de sua vida, parte de seu coração. Aqueles que você gosta de ver quando olha para o lado. Aqueles que você mais ama, mas para quem você ainda não conseguiu dizer que amava.

São sua mãe, seu pai, seu irmão, seu amigo, seu sobrinho, seu primo. São quem você lembrou enquanto lia. São aqueles que fazem parte de você de um modo que você não sabe explicar, mas que te faz muito bem. São aqueles por quem e com quem você iria até o fim do mundo. São aqueles que Deus colocou em seu caminho para você cuidar. São aqueles que te explicam, te mostram e te fazem viver o verdadeiro sentido da palavra “amar”.