quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

2 mil e 11

Ultimamente tenho tido a impressão de que o tempo está passando mais rápido do que antes... “ano que vem” se transforma em “ano passado” e a gente nem se dá conta...

Mas o tempo continua sendo o mesmo... até onde sei, um dia continua com 24 horas; uma hora com 60 minutos; um minuto com 60 segundos... e por aí vai!

O diferente na verdade é o modo como “encaro” o tempo! E isso, ao que parece, não é um “privilégio” somente meu! O que mais ouvi nos últimos dias: “esse ano passou mais rápido que o anteiror...”

Acho que o que mudou na verdade não foi o “meu”, mas o “nosso” modo de lidar com o tempo!

Preocupamo-nos tanto com o que fizemos ontem e com o que faremos amanhã que nem percebemos que o hoje se esvai... se acaba... se perde!

Aumentando as proporções, temos semanas... meses... anos que deixamos ir embora! E só valorizamos quando soltamos a clássica expressão: “puxa, passou tão rápido”!

No Brasil só se fala em 2014 e 2016; em minha cidade são mais modestos, preocupam-se mesmo com 2012 (eleições municipais); fora as expectativas pessoais de cada um... que contam os dias para fevereiro, abril, setembro... e nem terminamos a primeira semana do ano!

Perspectivas e planos são indispensáveis... e tenho os meus para 2011... mas gostaria de viver o valor de cada dia... e gostaria mais ainda que esse pensamento não fosse só meu!

Por que nos preocuparmos com fevereiro se nem bem começamos janeiro! Ainda mais com tanta coisa que tem pra se fazer nesse mês... viajar, estudar, trabalhar... se entregar ao ócio e não fazer absoltamente nada! Enfim viver o tempo. Desfrutar de cada segundo...

Depois se o bordão clássico “puxa, passou tão rápido” surgir em alguma conversa pelo menos podemos responder: “É. Até que passou rapidinho mesmo, mas eu vivi esse tempo todo e pude aproveitar pelo menos um pouco de sua existência efêmera!”

sábado, 18 de dezembro de 2010

Um Ano


O que aprendemos em nosso primeiro ano de vida? Bom, como quase tudo nessa vida, isso varia de pessoa para pessoa. Antes do primeiro aniversário alguns já arrastam os primeiros passos, outros já ensaiam as primeiras palavras... alguns conseguem ambos os feitos, outros não conseguem nenhum dos dois...

E no primeiro ano da escola? O que fazemos? O que aprendemos? Alguns já começam a frenquentar a escola com conhecimentos adquiridos na própria casa, já sabem fazer os primeiros rabiscos de seu nome, contornar as primeiras letras... gaguejar as primeiras leituras...

Quando pequenos um ano parece ter bem mais tempo do que quando adultos, mas embora o tempo “demore” mais a passar não damos muita importância a isso. Depois de crescidos um ano passa rapidinho... mal temos tempo de vê-lo passar... mas nos lamentamos por cada segundo “perdido”.

E na vida profissional? O que é um ano!? O que fazemos em nosso primeiro ano como profissionais a disposição do mercado de trabalho!? Quais são os primeiros passos... as primeiras palavras??

Questiono-me quando a isso porque hoje (17/12) completo meu primeiro ano de formação como jornalista (contado a partir da apresentação do trabalho de conclusão de curso)

Quais foram os primeiros passos que arrastei? E as primeiras palavras que gaguejei?

Refletindo sobre isso durante o dia de hoje, percebi que não vale a pena olhar para trás nesse momento (se analisarmos bem, é provável que em nenhum momento seja proveitoso se apegar ao passado)

Quando uma criança caminha pela primeira vez é uma felicidade tamanha. Foi o primeiro passo de toda uma caminhada. Mas, embora seja importante, por ser o primeiro, ele tem uma importância infinitamente menor perante os passos dados no passar dos anos. Os passos da vida adulta são firmes. Sabem onde estão indo. Sabem para que servem.

Do mesmo modo as palavras. As primeiras frases “cuspidas” não se comparam com o quanto falamos na vida adulta. E da mesma forma dos passos, as primeiras palavras não tem um terço da consciência das palavras proferidas após a maturidade.

Claro, alguns já galgam passos firmes em seu primeiro ano de carreira. Mas como deixei claro no início do texto “isso varia de pessoa para pessoa”...

Hoje, ao apagar a primeira velinha do meu “bolo profissional” não quero me deter aos passos arrastados e as palavras gaguejadas! Quero firmar meus pés no chão e prepará-los para começar a caminhar verdadeiramente.

Como jovem de 1 ano quero mais uma vez olhar para aqueles que me inspiram e tentar seguir seus passos, ainda vou precisar segurar algumas mãos para me apoiar... mas o importante é que estou aprendendo a caminhar, e logo logo, estarei correndo por aí!

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

Germinar


O ser humano às vezes pensa tão pequeno, para falar a verdade, na maioria das vezes. Temos a mania de reduzir as coisas, de classificar, de rotular, enfim de minimizar...

Vejamos por exemplo o que acontece com as plantas. Para se tornar uma árvore, a semente precisa morrer enquanto semente. Precisa se abandonar, deixar-se germinar, para depois, pouco a pouco, crescer e futuramente dar novos frutos... se a semente não “morre”, apodrece... se apega a sua existência pequena e não se permite tornar-se algo maior.

Pode parecer loucura. Mas com o homem acontece exatamente o mesmo. Só que ao contrário dos vegetais, com os seres humanos, a maioria das sementes não se deixa germinar...

Se o homem não se abandona, não se permite ser cultivado, e se apega a sua existência pequena de humano, ele simplesmente apodrece. Não consegue gerar nenhum fruto... nada de concreto.

Assusta-me o materialismo dos dias de hoje. A frieza. A “desumanidade”. As pessoas nas ruas se parecem cada vez mais com animais no meio do mato. Ninguém se olha, ninguém se cumprimenta, ninguém se vê... tantas sementes que caminham para o apodrecimento...

O homem, na maioria das vezes, não consegue perceber que não foi feito para este lugar...

Não há nada nesse mundo que seja capaz de preencher o coração humano. Sempre queremos mais. Um emprego, um salário. Depois, um emprego melhor, um salário maior... uma casa, um carro... depois uma casa maior... um carro melhor... nunca o coração humano vai se sentir plenamente satisfeito com qualquer coisa terrena. Isso tudo pelo simples fato de não termos sido feitos para esse lugar.

A nossa condição de humano é apenas uma semente daquilo tudo que podemos ser... e para nos tornarmos árvores precisamos renunciar a nossa existência de semente. E deixar-nos ser cultivados por Aquele que sabe exatamente do que precisamos para germinar.

Se não tivermos a humildade necessária para renunciarmos a nós mesmos em função do amor do Pai, jamais teremos a experiência de nos sentirmos completamente preenchidos, completos... essa sensação só vem após a germinação.

O coração humano é sedento do amor de Cristo. É esse amor que dá razão a tudo que nós somos e ao que um dia seremos. Mas Ele só ama a quem se deixa amar...

Acordemo-nos. Não podemos perder a oportunidade de nos tornarmos grandes árvores só pelo fato de não termos coragem de renunciar a essa existência tão efêmera de semente!

terça-feira, 23 de novembro de 2010

♫ ♪ I have a dream...


Sabe aquelas coisas que a gente quer muito? Que deseja com todas as forças? Coisas que parecem muito próximas e ao mesmo tempo muito distantes... Coisas que não dependem exclusivamente de nós para que se concretizem... Desejos que temos e que já nos fazem felizes mesmo quando ainda fazem parte da esfera dos sonhos...

Não me recordo bem nesse momento se é um dito popular ou algum filósofo que diz que “aquilo que mais queremos acontece justamente no momento que menos esperamos”; só sei que não concordo de modo algum com a máxima! No meu entendimento, quando se quer realmente uma coisa, não há como não esperar que ela aconteça...

Quando realmente queremos algo, nos recantos mais íntimos de nosso imaginário, esperamos, nem que seja inconsciente ou involuntariamente.

Pensamos que vai ser naquele dia... naquele lugar... naquele momento... que vai ser aquele telefonema... porém, na maioria das vezes, não é! Contudo, só a expectativa já nos deixa um pouquinho de felicidade... é como se o desejo por si só, já fosse o início da realização do sonho.

É. Não há como negar que às vezes a espera é cansativa, enfadonha... e (não entristece), mas gera um pequeno incômodo! A própria ansiedade quando rompe dos limites do “saudável” gera um pequeno desconforto (ou nem tão pequeno assim)...

Mas desconfortos à parte, na maioria das vezes o saldo é positivo... quando o desejo se reacende mais uma vez na sua forma mais pura, notamos que se temos que esperar mais um pouco é porque está sendo tudo providenciado para que cada detalhe esteja milimetricamente perfeito no grande dia...

Ahh... e quando acontece!? E percebemos que valeu a pena esperar cada minuto... cada segundo... e nos damos conta finalmente do porquê tivemos que esperar tanto! Tinha que ser naquele dia, naquele lugar, com aquelas pessoas...

E o melhor desses desejos é que eles nunca te deixam sozinho... quando um se torna real, logo chegam dois ou três para ocupar o lugar... são neles que pensamos antes de dormir, e é por eles que nos damos força e coragem pra levantar... embora a nossa parcela no projeto seja a menor possível, ela precisa ser feita... e temos essa convicção!

Enquanto isso a gente espera! E espera feliz... porque sabemos em nosso coração que vai acontecer... é tudo uma questão de tempo... e que o presente faz valer a pena cada segundo que esperamos por ele!

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

It’s my party!


E eis que mais um ano se passa e fico mais velho... ao todo, já são 22 anos de caminhada pelas trilhas desse mundão de meu Deus! Quer dizer, trilhas do mundo propriamente dito não, porque ainda não tive a oportunidade de caminhar longamente por essa grande esfera que habitamos, mas nesses 8030 dias vividos, já pude passar por muitas coisas...

Descobri logo cedo que o amor pode construir laços inabaláveis, que nem a morte é capaz de destruir! Aprendi que é preciso ter força e responsabilidade para arcar com as conseqüências de seus atos, quaisquer que sejam elas... Aprendi que existem pessoas que Deus coloca no mundo ao seu lado pra te fazerem crescer e te ensinar a ser o que você é...

Aprendi também que no decorrer dos dias, encontramos sempre novas pessoas, muitas delas com histórias semelhantes as nossas... pessoas que de uma forma agradavelmente estranha se tornam parte fundamental de sua vida... Aprendi que a distância não é capaz de abalar os laços de amizade quando esses são verdadeiros...

Descobri que o que fazem nossos medos são nossos próprios pensamentos (na maioria das vezes equivocados) e que por maior que esses medos possam parecer, eles não são nada se você os enfrenta com força, coragem e fé!

Aprendi que ninguém vai acreditar em mim se eu mesmo não acredito. Aprendi ainda que o otimismo e o pessimismo são determinantes para o seu sucesso ou o seu fracasso... Enfim, aprendi muitas coisas... 22 anos não são 22 dias... mas ainda não aprendi nem metade do que tenho que aprender!

E no dia de hoje, olhando para trás, observando meus erros e acertos, vejo que só tenho a agradecer por tudo que vivi, pelas pessoas que encontrei, pelos passos que galguei, pelo amor que recebi...

Nossos aniversários às vezes parecem ser todos iguais... pelo menos os meus parecem... Dias reflexivos, precedidos por dias pensativos e melancólicos, pequenos momentos em que tenho vontades inexplicáveis de chorar (isso certamente herdei de minha avó que chorava durante praticamente todo o dia de seu aniversário) intercalados por momentos de extrema felicidade por estar ganhando mais um ano para minha coleção!

Enfim, dias em que olhamos para trás e vemos que a felicidade sempre esteve ao nosso alcance... e se por algum motivo não a alcançamos foi porque naquele momento não soubemos usar as ferramentas certas para conquistá-la!

Dias em que olhamos para frente, e que nos enchemos de coragem para enfrentar todos os desafios que vierem... afinal, já vencemos tantas coisas não é?

Dias em que pelo menos por um instante nos damos conta do quanto é bom fazer parte desse mundo, e que agradecemos por sermos capazes de ter experiências plenas de amor, e principalmente por termos a capacidade de reproduzi-las! Dias que, mesmo sem bolo e guaraná, festejamos o fato de ainda usufruirmos do maior de todos os presentes... a vida!

sábado, 6 de novembro de 2010

Vão-se os celulares, ficam-se os chip’s...


Pois é... é chato, é revoltante, é desagradável... mas não há como negar que o simples fato de sair de casa nos dias de hoje já pode ser considerado uma aventura!

A gente pensa que tá livre da violência urbana até se tornar mais uma vítima da realidade de total insegurança em que se vive hoje. Bom, no meu caso, isso já não me surpreende tanto, pois com o infeliz acaso de hoje, já tenho três “historinhas” com assaltantes pra contar... tudo bem que o prejuízo de hoje foi o maior de todos... mas a gente não pode morrer por conta de um aparelho celular né?

O que me entristece não é a perda material em si! Celulares vêm e vão, assim como qualquer outro bem, o que gera a revolta é que esse tipo de situação se torna cada vez mais banal, a ponto de eu ser obrigado a ouvir a frase que ouvi hoje: “não se preocupe, eu só quero o celular, espero você tirar seu chip”.

Pior ainda é ter aquela criatura caminhando tranquilamente ao meu lado como se fosse um grande amigo, esperando que eu pacientemente abrisse o celular, retirasse o chip e o entregasse o aparelho! Claro que ele e orientou a agir naturalmente para não despertar a atenção das outras pessoas que passavam pela rua! Ahh, e tem um detalhe que ainda não mencionei: o incidente aconteceu em plena luz do dia, às 11h20 para ser mais preciso, em uma das regiões mais movimentadas do Centro de Campina Grande!

No fim, graças a Deus os transtornos foram os menores possíveis... o Sr. Bandido me poupou até do stress de resgatar meu número na operadora... mas e se eu não tivesse tido a paciência e a serenidade que tive naquele momento diante daquela situação? O que poderia ter acontecido comigo se de alguma forma eu tivesse tentado reagir ao assalto?

E ainda estranham quando as estatísticas dizem que o brasileiro anda na rua com medo... e como devemos andar? Ele não precisou nem de me mostrar armas para me intimidar, a forma como me dirigiu a palavra já foi suficientemente ameaçadora! Agora posso pensar: e se eu tivesse tentado fugir? E em seguida penso: o que poderia ter me acontecido?

O que dói mais ainda é saber que hoje fui apenas mais um! Um dos milhares (quem sabe até milhões) que passou por essa situação, que mais dia menos dia, deve tornar a acontecer comigo!

Dos males o menor, saí da situação ileso e estou aqui para contar a história (diferente do que acontece com muitos). Agora só me resta levantar a cabeça e seguir não é? Afinal, vão-se os celulares, ficam-se os chip’s... e minhas mãos estão aqui para recuperar o pouco que me foi tirado!

Já que faz parte do mundo moderno ser assaltado, é continuar a caminhada (com medo) e torcer para não dar de cara nem tão cedo com mais uma criatura dessas que vi hoje... a gente até tenta aceitar, mas não é fácil achar normal sair de casa e voltar sem os seus pertences porque um “bonitinho” qualquer resolveu te tomar aquilo que você se esforçou para conseguir!

domingo, 24 de outubro de 2010

Respeitável Público!


Sabe quando a gente é pequeno e tem vontade de ir embora com o circo!? Fazer da vida um espetáculo constante, a cada noite um novo público... a cada semana uma nova cidade... talvez eu seja anormal de pensar assim... mas talvez eu não seja o único que já quis fugir com o circo.

A monotonia às vezes cansa... o mundo parece uma tela branca clamando por um pouco de cor... e a única aventura que se vem na cabeça é acompanhar as caravanas circenses de cidade em cidade... hoje observando um pouco o mundo, percebo que para fazer da vida um grande espetáculo não é preciso ir com o circo!

Fazemos um verdadeiro “malabarismo” para equilibrar as contas com o dinheiro que temos para pagá-las, isso quando não precisamos fazer verdadeiras “mágicas”... caminhar pelas ruas está cada vez mais parecido com “acrobacias” de trapézio, precisamos “voar” para conseguir fazer tudo o que temos para fazer em 24h ...

È preciso fazer “contorcionismo” para sobreviver a certas situações a que somos submetidos... é preciso “engolir espadas” para que não saiamos por aí “cuspindo fogo” pra todo lado... é preciso “domar leões” dia após dia, pra mostrar-lhes que somos fortes, e que não temos nem um pouco de medo deles...

E o principal, o mais importante, é que nunca temos medo de enfrentar o público (pelo menos não na maioria das vezes)! A cada dia temos um novo espetáculo, e como todo bom “palhaço” fazemos nossa maquiagem e descemos felizes para o picadeiro... nem sempre conseguimos arrancar gargalhadas, as vezes não conseguimos nem risos tímidos, mas não podemos esquecer que o choro quase nunca vem...

O bom de se viver desse modo, é que cada espetáculo é um novo espetáculo! Cada dia é um novo dia... se uma "piada" não der certo hoje, podemos mudá-la amanhã... como todo artista temos os bastidores para nos recompor e nos prepararmos para dar o nosso máximo em cena... e enquanto a “lona” estiver armada, teremos um novo público a cada show, e o de hoje, pode ser melhor do que o de ontem!

Preparemo-nos... o tempo nos camarins é curto... e tem gente que tá lá fora esperando só pra nos ver em cena, alguns ansiosos para nos aplaudir de pé, outros torcendo para que despenquemos do “tecido”... mas é você que escolhe a quem vai atender as expectativas...

Eu por exemplo me preparo para dar o meu melhor a cada dia, quando meu nome é anunciado procuro me concentrar e me divertir no palco... geralmente quando me divirto, os outros se divertem também... e simplesmente acontece! Naquele momento o show é meu, e só eu mesmo posso me atrapalhar! Nem sempre sou aplaudido de pé, mas até hoje as vaias ainda não vieram...

Quanto aos que querem minha queda, lamento. Mas faço questão de decepcioná-los todos os dias! E tenho certeza que no dia do grande show eles serão os primeiros a me aplaudir...

Tenho que ir agora, já estão me anunciando, e meu “respeitável público” me espera! Quanto a você se prepare... sua presença está sendo solicitada nesse momento em algum picadeiro!